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9 de mar. de 2015

Indicação: TED Uldus Bakhtiozina e as fotografias irônicas

Eu adoro assistir vídeos do TED, eles mostram pessoas inspiradoras mas que ficam longe dos holofotes da mídia. Dessa vez eu assisti um video indicado por uma menina em um grupo de fotografia ( só de meninas).

Essa é Uldus, uma fotografa russa que utiliza da ironia na composição para criticar os estereótipos dentro da sociedade russa e talvez no mundo.

4 de fev. de 2015

Os sonhadores

Em maio de 1968, o jovem estadunidense Matthew, estudante de intercâmbio, vai para Paris para estudar francês. Completamente apaixonado por cinema, ele rapidamente faz amizade com a jovem francesa Isabelle e seu irmão gêmeo Theo. Os três têm, em comum, uma enorme paixão pelo cinema, sobretudo cinema clássico. A amizade entre eles começa a florescer. Matthew passa a descobrir uma intimidade fora do comum, da qual os irmãos franceses compartilham, em meio a jogos psicológicos sob a temática do cinema clássico. Matthew fica inicialmente confuso e impactado, mas aos poucos começa a ser atraído para o mundo deles. Por todo o tempo eles vivenciam uma paixão mútua e isolam-se totalmente do mundo, distanciando-se completamente do contexto conturbado em que vivia a França em maio de 1968. (wikipédia.org)

Já faz um tempo que eu queria assistir esse filme desde que conheci o ator francês Louis Garrel (o moreno para aqueles que não sabem) em outro filme onde ele interpreta um professor de italiano que pega todo mundo da escola e se apaixona pela nova aluna. O filme começa descendo a câmera pela torre Eiffel numa manhã/tarde de 1968 e aí conhecemos Matthew (Michael Pitt), ele é todo certinho e amante por cinema e é por isso que conhece os irmãos gêmeos mais lindos e estranhos desse mundo: Isabelle (Eva Green) e Theo (Louis Garrel), enquanto a menina é sedutora, persuasiva e lírica, se irmão é mais sério,engajado politicamente e não menos sedutor que ela. Logo de cara o amor pelo cinema e pelos filmes antigos fazem com que o garoto americano passe a andar com os gêmeos e a partir daí ele vai conhecendo o encantador, fantasiado e estranho mundo que Theo e Isabelle construíram envolta deles.


O filme é um prato cheio para aqueles que entendem melhor cinema, mas mesmo não sendo um cinéfilo convicto ou desconhecendo a grande maioria dos filmes europeus, eu fiquei encantada com os jogos que eles faziam entre eles re-fazendo cenas clássicas de outros filmes e nessa parte eu me identifiquei com eles, com essa vontade de viver as coisas que nós somos fãs.



Como se passa em  1968, ano conhecido como o ano das revoluções, pois os jovens do mundo inteiro estavam contestando os modelos vigentes -é um ano cheio de conflitos e conturbações, tanto no primeiro mundo quanto no terceiro - o filme aborda o aspecto mais sexual e afetiva das contestações, não que o conflito ideológico-politico não apareça no filme, só não é tema central.

Livros, não armas. Cultura, não violência.

Ah! E trilha sonora também é uma delícia com músicas de Janis Joplin; Jimi Hendrix; The Doors; entre outros. Porém eu só consegui perceber o encanto além da técnica e contexto desse filme depois de pensar e refletir sobre a relação dos gêmeos com o mundo e entre eles mesmos.

Olha, se você tiver vergonha de assistir cenas de beijo perto dos pais, tia, vó ou irmã(o), eu aconselho assistir solitariamente ou com amigos/namorado pois as coisas aqui ficam quentes e estranhas. Tirando isso, curta paris dos anos 60 com 3 jovens se descobrindo e muito cigarro.


Ficha Técnica: 
Lançamento: 2003 (França / Itália / Reino Unido)
Direção: Bernardo Bertolucci
Roteiro: Gilbert Adair
Gênero: Drama
Duração: 115 min
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